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quinta-feira, 5 de maio de 2022

Oficiais de Justiça querem isonomia no auxílio-saúde


Reprodução Wikimedia

Enquanto os servidores do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) estão recebendo o auxílio-saúde baseado na faixa etária, o magistrado passou a ser beneficiado com pagamento de 10% de seu subsídio, com base em dois incisos do Conselho Nacional de Justiça. A novidade veio por meio do DECRETO JUDICIÁRIO nº 368, de 3 DE MAIO DE 2022, mas o que a Associação dos Oficiais de Justiça Avaliadores da Bahia (AOJUS-BA) não entende é o porquê dessa alteração não ser estendida para todos os servidores.

O referido ato, que substitui o Decreto Judiciário nº 486, de 26 de junho de 2021, responsável pela regulamentação da concessão do Auxílio-Saúde, abre a possibilidade de os magistrados passarem a receber R$ 3.000,00 de auxílio-saúde, independente de idade, ou seja, chegando a um aumento de mais de 100%. No decreto anterior, por faixa etária, o magistrado recebia no máximo R$ 1.064,00.“Enquanto isso, nos será concedido apenas R$ 200,00 de aumento no auxílio”, afirma Itailson Farias, presidente da entidade classista.

A alteração recente do decreto com menos de um ano em vigor não agradou aos servidores. “Imagine aí se um plano de saúde agora fizesse o plano de acordo com o provento, ao invés de se basear na idade? Dessa forma, quanto maior for seu rendimento, maior será seu plano de saúde”, questiona Farias.

SINDOJUS-BA, UNIÃO PELA VALORIZAÇÃO DO OFICIAL DE JUSTIÇA! 


sexta-feira, 25 de março de 2022

25 de março: Dia Nacional do Oficial de Justiça. Quem é e o que faz este servidor?

*Por Osenar S. Silva

Foto: Divulgação

O Dia Nacional do Oficial de Justiça, em 25 de março, instituído pela lei 13157/2015, é fruto da mobilização nacional das entidades representativas desta categoria de servidores.

O oficial de justiça, servidor cujos atos têm presunção de verdade (fé pública), é considerado o longa manus do juízo, sendo os olhos, ouvidos, pernas e braços da justiça fora das paredes dos fóruns, cuja competência de atuação compreende toda a extensão territorial da comarca onde é lotado, além das regiões limítrofes das comarcas vizinhas.

Além de atos de comunicação processual como citação, intimação, notificação, importantes para o prosseguimento dos feitos, os atos de constrição de bens e direitos, como penhora e avaliação, busca e apreensão de coisas e pessoas, despejo, etc., são essenciais para dar efetividade às decisões judiciais.

Apesar de alguns dos atos mencionados terem nos meios eletrônicos, alternativas muitas vezes eficientes, quando falham, o poder judiciário e seus jurisdicionados têm no oficial de justiça o suporte garantidor para a prática do ato, sendo este servidor a última fronteira no trâmite processual, na tentativa do poder judiciário, de entregar ao cidadão que bate à sua porta, uma prestação jurisdicional satisfatória.

Nos últimos tempos, com o avanço das tecnologias eletrônicas e o advento da pandemia mundial, os atos do oficial de justiça, predominantemente presenciais, passaram por mudanças substanciais, de forma a exigir deste servidor adaptações na rotina laboral, seja aprendendo a lidar com meios eletrônicos de comunicação e respectivamente os procedimentos pertinentes instituídos por novos atos normativos, seja adotando novos protocolos de prevenção a saúde, como o uso de máscara, distanciamento possível e higienização das mãos, quando a atividade presencial era (é) imprescindível.

A propósito, mesmo nos momentos mais críticos da pandemia, quando a maioria dos servidores e magistrados estavam atuando exclusivamente de forma remota, os oficiais de justiça se revezavam nos plantões presenciais para garantir o cumprimento de medidas urgentes como liminares de saúde e serviços essenciais, alvarás de soltura e medidas protetivas contra a violência doméstica.

Apesar da fase mais crítica da pandemia estar passando, assim esperamos, a atividade do oficial de justiça, nestes dois últimos anos passou por tantas mudanças que fatalmente demandará novas políticas dos tribunais para estes servidores, tanto em termos de estrutura, com a adoção de dispositivos móveis de comunicação como ferramenta essencial de trabalho, quanto em relação a formação e atualização legislativa e procedimental, em prol da otimização desta mão de obra.

Nacionalmente, há uma mobilização da categoria em prol da atualização das atribuições do oficial de justiça, excluindo atos que podem ser assimilados por meios eletrônicos e assimilando outros, como o bloqueio eletrônico de valores e bens. Outros projetos também visam imprimir uma atuação mais efetiva em prol das soluções consensuais de conflitos, demandando, além de novas normas, formação destes servidores.

É fato que a atividade deste profissional, que muito se distingue dos demais servidores do judiciário, está longe de acabar como preconizam muitos que desconhecem o dia a dia do oficial de justiça, mas, de fato, será (já está sendo, aliás) alvo diversas mudanças.

Salve o 25 de março, salve o oficial de justiça!

  

*Osenar S. Silva 

Oficial de Justiça 

25/03/2022 


SINDOJUS-BA, UNIÃO PELA VALORIZAÇÃO 

DO OFICIAL DE JUSTIÇA!

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

NOTA DE ESCLARECIMENTO: Seminário 05 de Novembro em Feira de Santana


A diretoria do Sindicato dos Oficias de Justiça da Bahia – SINDOJUS-BA vem esclarecer como surgiu a ideia do Seminário. 



O juiz Antônio Henrique, recém-chegado a Comarca de Feira de Santana, percebeu que algumas destas certidões, não retratavam coerentemente as diligências realizadas. Em primeira análise percebeu que os servidores eram aproveitados dos Extrajudiciais.




Vale ressaltar que o Juiz Antônio Henrique, também faz parte do Comitê Local de Governança de Politica de Gestão de Pessoas, presidindo-o. No comitê ele conheceu Itailson Farias, servidor eleito pelo voto dos servidores do TJBA, e coincidentemente também, Presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça da Bahia (SINDOJUS-BA).


Preocupado em ajudar os servidores, o magistrado pensou em fazer algo para minimizar o problema e entrou contato conosco. Além de receber o “de acordo” e total apoio, o juiz recebeu apenas um pedido, que fosse feito algo mais amplo, uma vez que todos oficiais são carentes de atualizações.


Após esse contato inicial houve uma intensa troca de ideias, e aquilo que seria algo pequeno se tornou um seminário, com a participação de um grupo de juízes voluntários, a Unicorp, a Corregedoria, a Presidência.
Sendo assim o I Seminário de Atualização Legislativa e Procedimental para Oficiais de Justiça do Tribunal de Justiça da Bahia – SALPOJUS, não é um evento do SINDOJUS-BA, que figura apenas como apoio na estrutura material. Toda a programação e material que será exposto foi idealizados pelo juiz Antônio Henrique. 


O Evento é aberto a todos os Oficiais de Justiça, independente de filiação sindical.


A Diretoria do SINDOJUS-BA.




SINDOJUS-BA, UNIÃO PELA VALORIZAÇÃO DO OFICIAL DE JUSTIÇA! ✊✊✊



sexta-feira, 27 de outubro de 2017

PRÊMIO BOAS PRÁTICAS NO SERVIÇO PÚBLICO HOMENAGEIA PROJETOS VENCEDORES DE 2017


Conforme estabelecido, foi realizada ontem, às 15h, no auditório do Centro de Operações e Inteligência de Segurança Pública, a cerimônia que premiou os vencedores da IX edição do Prêmio de Boas Práticas de Trabalho no Serviço Público Estadual. 


Foi laureado, em 2º lugar, entre 167 iniciativas inovadoras desenvolvidas no âmbito do serviço público estadual, o projeto de Automação para Centrais de Cumprimento de Mandados, implementado no Sistema PROJUDI, e foi concebida pelo servidor Osenar dos Santos Silva e adotada pelo Tribunal de Justiça da Bahia através da Coordenação dos Juizados do tribunal.


Acompanhem um vídeo institucional sobre o projeto e o prêmio:





Osenar é Vice-Presidente do SINDOJUS-BA, afastado de suas funções na diretoria da entidade desde 1º de setembro de 2016 para assumir a gestão da Central de Mandados do Forum Regional Imbuí.

Mais uma vez nos congratulamos com este notável colega e modelo de servidor público.


SINDOJUS-BA, UNIÃO PELA VALORIZAÇÃO DO OFICIAL DE JUSTIÇA! ✊✊✊

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

SINDOJUS-BA requer imediata instalação do Comitê Local de Gestão de Pessoas


Diante da inoperância do Tribunal de Justiça da Bahia foi necessário que o SINDOJUS-BA impetrasse junto ao CNJ um Pedido de Providências (0006121-78-2017.2.00.000) para que o Comitê Gestor Local de Gestão de Pessoas fosse realmente implantado.


Determinado pelo CNJ em sua Resolução 240 de setembro de 2016, e já implantado em vários tribunais estaduais  e trabalhistas do Brasil, este comitê, que atuaria em permanente interação com a Rede de Governança Colaborativa do Poder Judiciário (Art. 9, §1), tinha como objetivo atender às necessidades de uniformizar, sob um conjunto de princípios e diretrizes nacionais, as práticas de gestão de pessoas. O que contemplaria itens importantíssimos para a otimização do Tribunal, magistrados e servidores, como o planejamento em gestão de pessoas; o processo de seleção, ingresso e lotação de servidores; o acompanhamento e o desenvolvimento de servidores e gestores e a valorização do ambiente de trabalho destes.


Para tanto estabeleceu: 
  • o prazo de 90 (noventa) dias para que os tribunais instituíssem o comitê
  • a eleição direta de dois representantes dos magistrados e servidores

Em 22 Novembro 2016, o TJBA divulgou a lista dos representantes eleitos e indicados pelo tribunal. Entretanto, até o momento, 09 meses depois da divulgação dos resultados e praticamente no fim da atual gestão do TJBA, este comitê ainda não se reuniu e demandas importantes estão sendo decididas sem sua participação, tendo suas incumbências exercidas irregularmente por outras comissões.



SINDOJUS-BA, UNIÃO PELA VALORIZAÇÃO DO OFICIAL DE JUSTIÇA! ✊✊✊